A proposta da primeira-ministra Sanae Takaichi de zerar temporariamente o imposto sobre alimentos no Japão começou a enfrentar resistência dentro e fora do governo japonês.
Enquanto o debate sobre a redução do imposto avança lentamente, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) passou a defender justamente o caminho oposto: o aumento gradual do imposto sobre consumo no país.
Segundo um relatório divulgado pela organização, o Japão deveria elevar a taxa atual de 10% em 1% ao ano até atingir 18%.
A OECD argumenta que o Japão possui uma das maiores dívidas públicas entre os países desenvolvidos. Além disso, afirma que o imposto sobre consumo japonês continua relativamente baixo em comparação com outras economias do grupo.
Durante uma palestra realizada no Japão, o secretário-geral da OECD, Mathias Cormann, também criticou a proposta de eliminar o imposto sobre alimentos.
Segundo ele, a medida teria alto custo e beneficiaria de forma desproporcional famílias de renda mais alta.
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Ao mesmo tempo, discussões dentro do governo japonês sobre a redução do imposto seguem avançando lentamente.
A primeira-ministra Sanae Takaichi defendia implementar a redução ainda neste ano fiscal. No entanto, integrantes do grupo responsável pelas discussões afirmam que ainda não existe consenso nem cronograma definido para conclusão da proposta.
Caso o governo não consiga apresentar o projeto ainda este ano, a discussão poderá ficar para a próxima sessão parlamentar em 2027.
A reportagem também destaca a forte relação entre a OECD e o Ministério das Finanças do Japão.
Segundo o texto, o Japão é atualmente o segundo maior financiador da organização, atrás apenas dos Estados Unidos.
Além disso, a OECD conta com diversos funcionários japoneses ligados ao Ministério das Finanças e à Agência Nacional de Impostos do Japão.
O texto cita ainda críticas de especialistas que apontam forte influência do Ministério das Finanças japonês dentro da organização, principalmente em temas relacionados a impostos e política fiscal.
A reportagem foi publicada pela revista Weekly Post e apresenta uma visão crítica sobre a atuação da OECD e do governo japonês nas discussões sobre aumento ou redução de impostos no país.
Foto: Reprodução

