O governo japonês aprovou uma revisão no sistema de saúde relacionado as despesas médicas de alto custo. Com a mudança, parte da população poderá pagar mais por tratamentos médicos a partir de agosto.
A medida foi incluída na revisão da Lei do Seguro de Saúde, aprovada pelo Parlamento na última sexta-feira (29).
O sistema de despesas médicas de alto custo limita quanto uma pessoa precisa pagar por mês em tratamentos médicos. Quando os gastos ultrapassam determinado teto, o valor excedente é reembolsado pelo governo.
Agora, os limites máximos de pagamento serão reajustados. Além disso, novas mudanças entrarão em vigor nos próximos anos.
A partir de agosto de 2027, as faixas de renda passarão a ser divididas de forma mais detalhada. Como resultado, algumas famílias com renda anual próxima de 7 milhões de ienes poderão pagar cerca de 30 mil ienes a mais por mês.
Segundo o governo, isso representa um aumento de até 38% nas despesas médicas em comparação com os valores atuais.
No entanto, nem todos os segurados serão afetados da mesma forma.
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Especialistas explicam que muitos funcionários de grandes empresas e servidores públicos participam de associações de seguro de saúde que oferecem benefícios complementares. Esses programas são conhecidos como fuka kyūfu (附加給付).
Na prática, essas associações costumam estabelecer um limite adicional para os gastos médicos. Em muitos casos, o valor fica em torno de 25 mil ienes por mês.
Dessa forma, mesmo com o aumento do teto nacional, os custos desses trabalhadores podem permanecer praticamente inalterados.
Por outro lado, trabalhadores vinculados ao Seguro de Saúde da Associação Nacional normalmente não contam com esse benefício complementar.
Esse sistema é amplamente utilizado por funcionários de pequenas e médias empresas. Por isso, esse grupo tende a sentir com mais intensidade os efeitos da reforma.
Além disso, especialistas alertam que nem mesmo os benefícios oferecidos pelas grandes empresas estão garantidos no longo prazo.
Representantes do setor afirmam que os programas devem continuar funcionando nos próximos anos. Ainda assim, o aumento dos custos médicos poderá levar algumas associações a revisar ou até mesmo encerrar esses benefícios.
Por fim, especialistas afirmam que a reforma reacende o debate sobre como distribuir os custos do sistema de saúde de forma mais equilibrada entre os diferentes grupos de segurados no Japão.

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