O governo japonês começou a intensificar as discussões sobre novas medidas para aliviar o impacto da alta dos preços sobre as famílias.
Entre as propostas em análise, a mais forte no momento é a criação de um auxílio em dinheiro voltado principalmente para famílias de renda média e baixa.
Segundo a emissora ANN, o plano prevê pagamentos proporcionais à renda e pode incluir benefícios extras para famílias com filhos.
O governo também avalia incluir idosos que continuam trabalhando entre os beneficiados.
De acordo com integrantes do governo, a proposta atual prioriza pagamentos diretos em vez de combinar auxílio com redução de impostos, já que isso tornaria o sistema mais complexo e aumentaria os custos administrativos.
Segundo fontes ligadas ao governo, o modelo está sendo ajustado tomando como referência programas adotados em países como Alemanha e Estados Unidos.
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As discussões trabalham atualmente com a possibilidade de limitar os pagamentos a pessoas com renda anual de até cerca de 5,4 milhões de ienes.
Ao mesmo tempo, o governo continua debatendo a promessa eleitoral de reduzir o imposto sobre alimentos.
Inicialmente, a proposta previa zerar completamente o imposto sobre produtos alimentícios.
No entanto, dentro do governo começou a ganhar força uma alternativa considerada mais rápida de implementar: reduzir temporariamente o imposto para 1%.
Segundo a reportagem, a mudança permitiria diminuir o tempo necessário para adaptar sistemas de caixa e cobrança em supermercados e lojas.
Apesar disso, integrantes do governo ainda defendem manter a promessa original de imposto zero sobre alimentos.
Pesquisas de opinião divulgadas pela ANN mostram, porém, que parte da população prefere uma redução menor caso isso permita acelerar a implementação da medida.
O governo pretende introduzir o novo sistema principal de auxílio fiscal em até dois anos. Até lá, a redução do imposto sobre alimentos pode funcionar como medida temporária para enfrentar a inflação no Japão.
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