Estudo no Japão indica que “semear nuvens” pode ajudar a reduzir chuvas intensas

Estudo no Japão indica que uso de gelo seco pode reduzir chuvas intensas ao “semear nuvens” antes da formação de tempestades.
Debris and collapsed houses after a landslide or flood; workers in gear survey rubble and mud in a ruined street with mountains in the background

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Tohoku e outras instituições aponta que a dispersão de gelo seco na atmosfera pode ajudar a reduzir a intensidade de chuvas fortes.

Para isso, a pesquisa utilizou simulações em supercomputador para analisar o comportamento das chamadas “linhas de precipitação”, fenômenos responsáveis por chuvas intensas e prolongadas.

Os cientistas testaram a ideia de espalhar gelo seco — que funcionaria como “sementes de nuvens” — antes da formação dessas estruturas. 

Nesse caso, a simulação foi feita com o supercomputador “AOBA” e reproduziu um dos cenários mais perigosos, no qual nuvens de tempestade se formam continuamente na mesma região, causando volumes elevados de chuva.

O modelo foi baseado em um evento real ocorrido em Hiroshima, em 2014. Durante os testes, os pesquisadores simularam a dispersão de cerca de 3 toneladas de gelo seco em uma área de 24 quilômetros quadrados, antes da formação da chuva.

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Os resultados indicaram que a eficácia varia conforme a altitude. Quando o gelo seco foi dispersado entre 7.000 e 8.000 metros, houve redução de até 32% no volume de chuva em três horas. Em média, a diminuição foi de 11,5%.

Segundo os pesquisadores, o gelo seco ajuda a transformar o vapor de água nas nuvens em pequenas partículas de gelo, o que reduz a intensidade da precipitação.

Agora, a equipe pretende estudar formas práticas de transportar e dispersar o material na atmosfera.

Com isso, um dos responsáveis pelo estudo afirmou que o objetivo é, no futuro, usar esse tipo de tecnologia para reduzir danos causados por desastres climáticos, especialmente na agricultura.

Além disso, o estudo foi realizado em parceria entre cinco universidades japonesas e publicado em março na revista científica internacional “NHESS”.

Fonte: Yahoo Japan

Foto: Reprodução

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