Especialistas japoneses alertaram para o aumento no número de terremotos fortes registrados em várias regiões do país desde o início do ano. Segundo a Agência Meteorológica do Japão, tremores de intensidade 4 ou superior já ocorreram 21 vezes até o começo de maio. Esse número representa quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.
Além disso, abril concentrou vários terremotos acima da intensidade 5. Por isso, pesquisadores passaram a acompanhar com mais atenção a atividade sísmica em diferentes partes do arquipélago.
Um dos alertas foi feito por Junzo Kasahara, professor emérito da Universidade de Tóquio e especialista em sismologia marinha. Segundo ele, a frequência dos tremores pode indicar um aumento na movimentação das placas tectônicas ao redor do Japão.
Entre os casos que mais preocupam os pesquisadores estão os terremotos registrados entre a região de Sanriku e Hokkaido. Além disso, tremores recentes também atingiram Chiba, Nagano, Shimane, Nara e Kumamoto.
De acordo com Kasahara, alguns desses abalos podem estar ligados ao movimento das placas associadas ao risco do megaterremoto da Fossa de Nankai.
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Região de Tóquio também preocupa com terremotos
Outro especialista citado na análise é Toshiyasu Nagao, professor visitante da Universidade Tokai e presidente da Sociedade Japonesa de Previsão de Terremotos.
Segundo ele, a região da Península de Boso, em Chiba, apresenta um ciclo considerado preocupante de grandes terremotos ao longo das últimas décadas. Além disso, Nagao afirmou que um terremoto de grande escala nessa área pode aumentar o risco de um forte abalo atingir diretamente a região metropolitana de Tóquio.
Enquanto isso, o governo japonês revisou recentemente a probabilidade de ocorrência de grandes terremotos consecutivos após alertas relacionados à Fossa de Nankai.
Além disso, estudos recentes indicam que terremotos de grande porte podem desencadear novos abalos em áreas amplas. Como consequência, o risco de danos ainda maiores também aumenta.
Apesar das preocupações, especialistas reforçam que não é possível prever exatamente quando um grande terremoto acontecerá. Ainda assim, eles alertam que o momento exige atenção redobrada e preparação constante da população.
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