Uma proposta para restringir as escaladas no Monte Fuji fora da temporada oficial está gerando debate no Japão. Entidades ligadas ao montanhismo afirmam que medidas de segurança são necessárias, mas alertam que uma proibição ampla pode limitar excessivamente a prática da atividade.
A discussão ganhou força após uma série de acidentes registrados durante o período em que as trilhas permanecem fechadas. Autoridades locais vêm defendendo regras mais rígidas para reduzir o número de resgates e evitar ocorrências em condições consideradas perigosas.
Atualmente, as trilhas oficiais do Monte Fuji permanecem fechadas entre setembro e julho. Apesar disso, a escalada não é totalmente proibida durante esse período.
Segundo dados da polícia da província de Shizuoka, em 2025 foram registradas 36 ocorrências envolvendo montanhistas durante a temporada oficial de escalada. Fora desse período, nove pessoas precisaram de resgate e uma morreu.
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Diante desses casos, governos locais estudam medidas como cobrança pelos custos de resgates realizados por helicópteros e até restrições mais rígidas para o acesso à montanha durante o inverno.
As entidades de montanhismo afirmam que não defendem escaladas imprudentes, mas consideram exagerada a ideia de uma proibição geral fora da temporada oficial.
Segundo o grupo, uma restrição total poderia limitar excessivamente uma tradição consolidada no montanhismo japonês, baseada na responsabilidade individual e na preparação adequada dos praticantes.
Em vez de proibições amplas, as entidades defendem medidas voltadas ao aumento da segurança, como exigência mais rigorosa de planos de escalada, treinamentos obrigatórios para áreas de maior risco e regras mais claras sobre os custos de operações de resgate.
Os representantes também pedem que futuras decisões sejam discutidas publicamente com a participação de especialistas em montanhismo, autoridades e organizações ligadas à segurança nas montanhas.
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