Uma manifestação em defesa dos direitos dos trabalhadores estrangeiros e contra a discriminação e o xenofobismo foi realizada no dia 15, nas proximidades do Parque Ueno, em Tóquio. O ato, chamado “March in March 2026”, reuniu cerca de 350 participantes — número superior ao do ano passado.
O protesto surgiu originalmente em 1993 como parte do chamado “shuntō dos trabalhadores estrangeiros”, um movimento organizado por sindicatos e grupos civis para melhorar as condições de trabalho e garantir direitos para estrangeiros no Japão. Desde então, trabalhadores de diversas origens se unem para levantar a voz e reforçar a mensagem de que fazem parte da sociedade japonesa, defendendo uma convivência multicultural.
Procurando por novas oportunidade de empregos no Japão? Clique aqui!
Segundo Yumiko Nakajima, presidente de um dos sindicatos organizadores, houve aumento nas denúncias de discriminação desde a última eleição para o Senado. Trabalhadores estrangeiros têm relatado situações como olhares hostis em transportes públicos e tratamento desigual no ambiente de trabalho.
Nakajima afirmou que, mesmo após mais de 30 anos atuando na defesa dessa causa, sente uma crescente preocupação com a expansão do discurso de ódio. Ao compartilhar essas preocupações com outros sindicatos e organizações civis, a mobilização ganhou ainda mais força neste ano.
Durante o ato, os participantes marcharam com cartazes com mensagens como “Não ao ódio” e “Não à divisão dos trabalhadores”. Também destacaram sua contribuição para a sociedade com frases como “Sou eu quem faz o bentô da loja de conveniência” e “Sou eu quem passa roupas na lavanderia”.
Um trabalhador estrangeiro afirmou durante o protesto que contribui com impostos e com a economia do país, reforçando que migrar não é crime e que viver dignamente também não deveria ser tratado como tal.
Os organizadores pretendem ampliar iniciativas como a campanha nacional “Não ao ódio”, buscando promover uma sociedade mais inclusiva e multicultural no Japão.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

