Um morador de Kumamoto encontrou algo estranho em seu terreno: uma placa ao lado de uma árvore com kanjis que davam a entender “propriedade da árvore” e, ao lado, o que parecia ser o nome de uma empresa em inglês. Para ele, aquilo foi um alerta.
O terreno vizinho, de cerca de 1.300 m², havia sido comprado anos antes por um cidadão chinês. A área fica próxima ao Lago Ezu, considerado símbolo ambiental da cidade. Logo começaram os rumores entre moradores: haveria interesse na água subterrânea? Outras terras também seriam compradas?
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O proprietário, que se define como conservador, investiu quase 200 milhões de ienes para adquirir áreas ao redor e cedeu parte para uma escola alternativa. Depois disso, novos cartazes com palavras como “China” e “propriedade” apareceram. Até hoje, ninguém sabe quem colocou.
Ele critica a falta de regras claras sobre a compra de terras por estrangeiros e diz esperar mudanças com o endurecimento das políticas anunciado pelo atual governo.
Mas o cenário é mais amplo.
O número de estrangeiros no Japão quase dobrou em 10 anos, chegando a 3,95 milhões de pessoas. Só trabalhadores estrangeiros já passam de 2,5 milhões — muitos atuando em setores que enfrentam escassez de mão de obra.
Em uma empresa de processamento de pescado em Fukuoka, por exemplo, 12 dos 43 funcionários são vietnamitas e birmaneses, considerados essenciais para o funcionamento do negócio.
O governo discute agora regras mais rígidas para aquisição de terras, residência permanente e exigências maiores de integração.
Especialistas, porém, alertam: o debate precisa ser feito com dados e equilíbrio, não apenas com base em medo ou suposições.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

