A renda média das famílias no Japão cresceu 7,3% em 2024, registrando o maior aumento desde o início da série histórica. Apesar disso, 55,4% dos lares afirmam que ainda enfrentam dificuldades para manter o padrão de vida, segundo a Pesquisa Básica sobre as Condições de Vida da População, divulgada pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.
De acordo com o levantamento, a renda média por família chegou a ¥5,7 milhões por ano, um aumento atribuído principalmente aos reajustes salariais concedidos por empresas japonesas. Mesmo assim, mais da metade dos entrevistados afirmou que a situação financeira continua difícil. Embora esse percentual tenha caído 3,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior, o índice permanece elevado.
A pesquisa é realizada anualmente e, em 2025, contou com uma edição ampliada, feita a cada três anos. O estudo reuniu informações sobre a composição de 187.633 famílias e dados de renda de 16.921 domicílios.
Entre os diferentes tipos de domicílio, as famílias compostas por pessoas com 65 anos ou mais registraram renda média anual de ¥3,36 milhões, aumento de ¥213 mil em relação ao ano anterior e o maior valor já registrado para esse grupo.
Já as famílias com filhos alcançaram renda média anual de ¥8,57 milhões, alta de ¥368 mil, também um recorde histórico.
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Quando questionados sobre a situação financeira, 23,2% dos entrevistados afirmaram viver em uma situação “muito difícil”, enquanto 32,2% classificaram a situação como “um pouco difícil”, totalizando 55,4% dos domicílios.
A percepção de dificuldade financeira foi ainda maior nos lares formados por mães e filhos, chegando a 82,1%. Entre as famílias com crianças, o percentual ficou em 61,5%.
Segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, a alta dos preços dos alimentos é apontada como um dos fatores que continuam pressionando o orçamento familiar, mesmo após o crescimento da renda.
A renda média das famílias aumentou no Japão em 2024, ajudada pelos reajustes salariais. Entretanto, a alta do custo de vida, especialmente dos alimentos, reduziu o efeito desse crescimento no orçamento doméstico. Por isso, mais da metade das famílias ainda afirma viver com dificuldades.
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