Proposta de imposto de 1% sobre alimentos ganha força no Japão

Proposta de imposto de 1% sobre alimentos ganha força no Japão por ser mais rápida de implementar que a taxa zero.
Formal business meeting around a U-shaped table; two leaders sit at the center, surrounded by suited attendees with green beverage cans on the table.

A proposta de reduzir o imposto sobre alimentos para 1% entrou em discussão no Japão. O tema foi debatido em uma reunião entre parlamentares de diferentes partidos.

A primeira-ministra Sanae Takaichi reafirmou que a meta do governo é zerar o imposto por dois anos, como prometido em campanha. No entanto, dentro do próprio governo, surgiu a alternativa de reduzir a taxa para 1%.

O principal motivo é o tempo necessário para adaptar os sistemas de caixa. Segundo fabricantes, mudar para 0% levaria cerca de um ano. Já a redução para 1% poderia ser feita em cinco a seis meses.

Esses sistemas, conhecidos como POS, registram vendas e gerenciam dados em tempo real nos supermercados. Qualquer mudança no imposto exige ajustes técnicos, o que gera custos e demanda tempo.

Em um exemplo, uma loja com três caixas precisaria gastar cerca de 200 mil ienes para fazer as alterações.

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Para os consumidores, a redução do imposto é bem recebida. Por outro lado, trabalhadores do setor alertam para o aumento da carga de trabalho e dos custos operacionais.

Além disso, há preocupação com o impacto fiscal. Reduzir o imposto de 8% para 0% geraria uma economia anual de cerca de 67 mil ienes para uma família de quatro pessoas.

Já a redução para 1% representaria uma economia de aproximadamente 58 mil ienes — cerca de 8.400 ienes a menos por ano em relação ao cenário de 0%.

Por outro lado, o custo para o governo também muda. A taxa de 0% exigiria cerca de 5 trilhões de ienes por ano, enquanto a de 1% reduziria esse valor para cerca de 4,4 trilhões.

O governo enfrenta um dilema: manter a promessa de zerar o imposto, o que leva mais tempo, ou adotar uma solução mais rápida com a taxa de 1%. As discussões continuam, e não há decisão final.

Fonte: Yahoo Japan

Foto: Reprodução

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