A Câmara dos Representantes do Japão aprovou um projeto de lei que cria o crime de destruição da bandeira nacional. A votação foi mantida pela base governista mesmo após os partidos de oposição decidirem boicotar a sessão, e a proposta acabou aprovada por maioria.
O projeto prevê pena de até dois anos de detenção ou multa de até 200 mil ienes para quem destruir, danificar ou profanar publicamente a bandeira do Japão.
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A votação ocorreu em meio a um clima de tensão no Parlamento. Em protesto contra a condução dos trabalhos pela base governista, os partidos de oposição decidiram não participar da sessão. A situação foi considerada incomum porque até mesmo o Partido Democrático para o Povo e o Partido Cidadão, que participaram da apresentação do projeto, não compareceram à votação.
Dentro do próprio Partido Liberal Democrata (PLD), também houve divergências. O ex-ministro das Relações Exteriores, Takeshi Iwaya, optou por se abster na votação por discordar da proposta.
Segundo Iwaya, o respeito à bandeira nacional deve ser desenvolvido de forma espontânea, e não imposto por meio de punições criminais.
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