Um novo padrão de eficiência energética para aparelhos de ar-condicionado entrará em vigor no Japão em abril de 2027 e já começa a influenciar o mercado. Especialistas afirmam que muitos consumidores estão antecipando a compra por receio de que os modelos mais baratos desapareçam gradualmente das lojas e deem lugar a equipamentos mais eficientes — e também mais caros.
O movimento também contribuiu para o aumento do consumo das famílias e pode ajudar a manter a economia japonesa em crescimento pelo terceiro trimestre consecutivo, segundo estimativas de institutos privados.
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A partir de abril de 2027, os fabricantes precisarão cumprir novos padrões de eficiência energética para os aparelhos de ar-condicionado comercializados no Japão.
As regras avaliarão o desempenho médio de todos os modelos vendidos por cada fabricante. Na prática, empresas que continuarem oferecendo muitos aparelhos de baixa eficiência terão mais dificuldade para atingir as metas estabelecidas.
Como consequência, especialistas esperam que os modelos mais simples e baratos sejam gradualmente retirados do mercado, dando lugar a equipamentos mais eficientes — e, em muitos casos, mais caros.
Consumidores antecipam compras
A expectativa de aumento nos preços já está influenciando o comportamento dos consumidores.
Segundo a reportagem, muitas pessoas decidiram trocar o ar-condicionado antes da mudança nas regras, aproveitando a oferta dos modelos atuais.
Esse movimento ajudou a impulsionar a venda de bens duráveis nos últimos meses, juntamente com o aumento nas vendas de automóveis após mudanças na tributação do setor.
Economia de energia pode compensar
Apesar do preço inicial mais elevado, os novos aparelhos deverão consumir menos eletricidade.
Segundo especialistas, os modelos que atenderem às novas exigências serão capazes de climatizar os ambientes com maior eficiência, reduzindo o consumo de energia e, consequentemente, o valor da conta de luz ao longo dos anos.
Por isso, consumidores passam a enfrentar um dilema: comprar agora um aparelho mais barato ou esperar pelos modelos mais eficientes, que custarão mais, mas poderão gerar economia no uso diário.
Crescimento pode ser temporário
Economistas avaliam que o aumento nas compras de automóveis e ar-condicionado deve impulsionar temporariamente o consumo e contribuir para que o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão permaneça positivo pelo terceiro trimestre consecutivo.
No entanto, esse efeito tende a ser passageiro.
Especialistas alertam que o comportamento do consumo nos próximos meses dependerá principalmente da evolução da inflação, especialmente se a crise no Oriente Médio provocar novos aumentos nos preços da energia e dos combustíveis.
Em termos simples
O Japão utiliza metas de eficiência energética para incentivar fabricantes a desenvolver equipamentos que consumam menos eletricidade. A partir de abril de 2027, essas exigências ficarão mais rigorosas para os aparelhos de ar-condicionado.
Isso não significa que todos os modelos atuais deixarão de funcionar ou se tornarão proibidos. A mudança afeta apenas os produtos novos colocados à venda. Como os fabricantes precisarão atingir uma média maior de eficiência energética, modelos mais baratos e menos econômicos poderão desaparecer gradualmente das lojas.
Para quem pretende trocar o ar-condicionado nos próximos anos, a decisão envolve avaliar dois fatores: comprar antes da mudança, aproveitando os preços atuais, ou investir posteriormente em um aparelho mais eficiente, que poderá custar mais caro, mas reduzir a conta de energia ao longo do tempo.
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