Um novo indicador desenvolvido por pesquisadores japoneses pode ajudar a identificar regiões com maior risco de novos grandes terremotos após um forte abalo sísmico. A descoberta poderá contribuir para alertas mais rápidos e ações de prevenção.
Chamado de “grau de criticidade”, o indicador é calculado a partir da atividade sísmica registrada em falhas geológicas. Segundo os pesquisadores, quanto maior o valor obtido, maior pode ser o risco de novos terremotos de grande magnitude na mesma região.
O estudo analisou casos como o terremoto de Kumamoto, em 2016. Na ocasião, um tremor de magnitude 6,5 foi seguido cerca de 28 horas depois por outro de magnitude 7,3, responsável pela maior parte dos danos registrados.
Os pesquisadores também examinaram outros terremotos ocorridos no Japão desde o ano 2000 e encontraram um padrão semelhante. Em regiões onde o indicador permaneceu elevado após um primeiro grande tremor, houve maior probabilidade de novos terremotos fortes ocorrerem em sequência.
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Por outro lado, nos locais onde o indicador apresentou queda significativa após o primeiro terremoto, não foram registrados novos abalos de grande magnitude.
Segundo a equipe, o método é aplicável principalmente a terremotos continentais acompanhados por grande quantidade de pequenos tremores. O sistema não pode ser utilizado para prever terremotos relacionados a limites de placas tectônicas, como o esperado megaterremoto da Fossa de Nankai.
O professor Satoshi Matsumoto, responsável pela pesquisa, afirmou que ainda são necessários mais estudos e análises de terremotos históricos para aumentar a precisão do método. O objetivo é desenvolver sistemas capazes de emitir alertas mais rápidos para regiões que possam enfrentar novos terremotos após um grande abalo.
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