Os consumidores no Japão enfrentarão uma nova onda de reajustes de preços em setembro. Segundo levantamento da Teikoku Databank, 4.531 produtos alimentícios terão aumento de preço no próximo mês, marcando o maior reajuste mensal dos últimos três anos.
Os aumentos atingirão principalmente temperos, molhos, produtos processados e outros itens presentes no dia a dia das famílias.
De acordo com a Teikoku Databank, setembro concentrará 4.531 aumentos de preços, cerca de três vezes mais do que no mesmo mês do ano passado.
Também já estão previstos novos reajustes para outubro, quando outros 2.720 produtos deverão ficar mais caros.
O grupo mais afetado será o de temperos e condimentos.
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Molhos, shoyu, caldos, produtos derivados e outros itens utilizados diariamente na cozinha somam aproximadamente 1.800 produtos com reajuste previsto.
Segundo supermercados, praticamente todos os fornecedores já enviaram comunicados informando as novas tabelas de preços.
Em um supermercado de Tóquio, funcionários trabalham para substituir milhares de etiquetas de preços.
Um dos estabelecimentos informou ter recebido uma lista de 17 páginas, com 769 produtos que terão reajuste apenas entre os itens comercializados pela loja.
Segundo os responsáveis, trata-se de um volume incomum de alterações em um único mês.
Custos de produção explicam alta
Especialistas afirmam que a concentração dos reajustes ocorre porque diversos custos aumentaram ao mesmo tempo nos últimos meses.
Entre eles estão o preço das embalagens plásticas, filmes para alimentos, bandejas, garrafas PET e despesas com transporte.
Como muitos fabricantes adiaram os reajustes ao longo do primeiro semestre, a atualização dos preços acabou ficando concentrada entre setembro e outubro.
A expectativa é que o ritmo dos aumentos diminua após outubro.
No entanto, a Teikoku Databank alerta que novos reajustes ainda podem ocorrer caso fatores como custos de energia, transporte ou o cenário internacional voltem a pressionar os fabricantes.
Em termos simples
O Japão terá uma das maiores ondas de reajustes de alimentos dos últimos anos. A maior parte dos aumentos não está ligada à falta de produtos, mas ao crescimento dos custos para produzir, embalar e transportar os alimentos.
Isso significa que itens básicos usados diariamente, como shoyu, molhos e outros temperos, devem ficar mais caros a partir de setembro, aumentando ainda mais a pressão sobre o orçamento das famílias.
Foto: Reprodução

