O governo japonês colocou em funcionamento, nesta segunda-feira (2), a nova Agência de Gestão de Desastres (防災庁), criada para fortalecer a prevenção e coordenar as respostas a grandes catástrofes naturais.
A nova instituição terá a responsabilidade de atuar como um centro nacional de comando durante emergências, acompanhando as operações desde os primeiros momentos de um desastre até as etapas de recuperação e reconstrução.
Entre as principais preocupações estão terremotos de grande magnitude, como o possível megaterremoto da Fossa de Nankai, considerado um dos maiores riscos naturais enfrentados pelo Japão.
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Até agora, as políticas nacionais de prevenção e resposta a desastres eram conduzidas pelo setor responsável do Gabinete do Governo e por diferentes ministérios e órgãos públicos.
Com a criação da nova agência, o governo pretende fortalecer a coordenação dessas atividades, estabelecendo uma estrutura capaz de orientar as ações nacionais durante grandes emergências.
O objetivo é que a instituição funcione como uma espécie de centro de comando, articulando as medidas adotadas imediatamente após um desastre e acompanhando os trabalhos de recuperação e reconstrução das áreas atingidas.
A iniciativa também busca melhorar a integração entre o governo central e as administrações municipais e provinciais.
Prevenção será uma das principais prioridades
Além de coordenar as respostas às emergências, a nova agência terá como prioridade a chamada prevenção antecipada de desastres.
Isso significa fortalecer a preparação antes que terremotos, tsunamis e outros fenômenos naturais provoquem danos.
Entre as ações previstas estão o apoio às administrações locais para aperfeiçoar seus planos de prevenção e a melhoria da capacidade das comunidades de enfrentar situações de emergência.
O governo considera especialmente importantes os cenários de desastres de proporções nacionais, incluindo um possível grande terremoto na região da Fossa de Nankai.
Falta de padronização é apontada como desafio
Um dos problemas identificados na atual estrutura japonesa de prevenção de desastres é a falta de uniformidade em determinadas orientações e medidas adotadas pelas diferentes regiões.
Segundo um especialista ouvido pela reportagem, procedimentos relacionados à evacuação e a outras ações preventivas nem sempre seguem diretrizes suficientemente integradas.
Para ele, um dos principais desafios da nova agência será definir como o governo nacional poderá assumir maior responsabilidade pela coordenação das políticas de prevenção.
Outro ponto fundamental será determinar como a instituição poderá oferecer apoio efetivo aos municípios e às províncias, respeitando as necessidades de cada região.
Governo deverá recomendar estoques para uma semana
Com a entrada em funcionamento da agência, o ministro responsável pela prevenção de desastres deverá anunciar uma orientação emergencial à população.
A recomendação será para que as famílias mantenham reservas de alimentos e outros suprimentos suficientes para pelo menos uma semana, como preparação para grandes catástrofes.
A medida considera que terremotos de grande magnitude podem interromper o abastecimento de produtos essenciais e dificultar o acesso a serviços básicos por vários dias.
A reportagem apresenta essa iniciativa como uma orientação de preparação à população, não como indicação de que um terremoto específico esteja prestes a acontecer.
Foto: Reprodução

