A rede de lojas de conveniência FamilyMart anunciou que adotará novas regras de uniforme e aparência a partir de setembro como parte da estratégia para enfrentar a falta de mão de obra no Japão. As mudanças permitirão, de forma oficial, o uso de cabelos coloridos e de vestimentas religiosas, como o hijab, ampliando a diversidade entre os funcionários.
Segundo a empresa, o objetivo é facilitar a contratação e retenção de trabalhadores em um mercado cada vez mais competitivo.
As mudanças entrarão em vigor junto com o novo uniforme da empresa.
O tradicional modelo com jaqueta será substituído por uma camiseta, considerada mais prática e confortável para o trabalho diário nas lojas.
Com a mudança, a FamilyMart também formalizou novas diretrizes sobre a aparência dos funcionários.
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Pelas novas regras, funcionários poderão trabalhar com cabelos de qualquer cor.
Além disso, a empresa oficializou a permissão para o uso de vestimentas religiosas, como o hijab, utilizado por mulheres muçulmanas.
Segundo a FamilyMart, algumas dessas situações já eram autorizadas individualmente. A diferença é que agora elas passam a fazer parte das regras oficiais da empresa.
De acordo com a FamilyMart, cerca de 13% dos funcionários das lojas em todo o Japão são estrangeiros.
A empresa acredita que regras mais flexíveis podem tornar o ambiente de trabalho mais atrativo para pessoas com diferentes origens, culturas e estilos de vida, ajudando a ampliar o recrutamento.
A decisão ocorre em um momento em que diversas empresas japonesas vêm adotando medidas para atrair trabalhadores.
Nos últimos anos, companhias de diferentes setores flexibilizaram regras relacionadas à aparência, ampliaram benefícios e passaram a investir mais na contratação de estrangeiros para enfrentar a escassez de mão de obra.
Em termos simples
A FamilyMart não está apenas mudando o uniforme. A empresa também está tornando oficiais regras que permitem maior liberdade na aparência dos funcionários, incluindo cabelos coloridos e o uso de vestimentas religiosas.
Segundo a rede, essas mudanças fazem parte da estratégia para atrair mais candidatos em um momento em que muitas empresas japonesas enfrentam dificuldade para contratar trabalhadores, especialmente em funções de atendimento ao público.
Foto: Reprodução

