Novo medicamento japonês amplia recuperação após AVC

Novo medicamento desenvolvido no Japão amplia recuperação após AVC e pode prolongar reabilitação cerebral no futuro.
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Pesquisadores da Universidade de Ciências de Tóquio anunciaram o desenvolvimento de um medicamento experimental capaz de ampliar a recuperação do cérebro após um AVC. Além disso, o estudo foi publicado na revista científica Nature.

Segundo os pesquisadores, pacientes que sofrem AVC conseguem recuperar parte das funções perdidas durante cerca de dois meses com reabilitação. Depois desse período, porém, a recuperação costuma desacelerar bastante.

Proteína interrompe recuperação do cérebro

A equipe liderada pelo professor Takashi Shichita descobriu uma proteína chamada “ZFP384”. Segundo os cientistas, ela interrompe o processo natural de recuperação do cérebro.

Normalmente, após um AVC, células do sistema imunológico cerebral chamadas “microglias” ajudam a reparar as conexões nervosas restantes. Para isso, essas células liberam uma proteína conhecida como “IGF1”, importante para a recuperação das funções cerebrais.

No entanto, os pesquisadores descobriram que a produção de IGF1 diminui após certo período por causa da ação da ZFP384. Além disso, a equipe confirmou o mesmo fenômeno em análises de cérebros de pacientes que morreram após sofrer AVC.

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Diagrama apresentado na coletiva Reprodução traduzida Instituito de Ciência de Tóquio

Testes mostraram que uso do medicamento promove melhora prolongada

Com base nessa descoberta, os cientistas desenvolveram um medicamento experimental capaz de bloquear a produção da proteína ZFP384.

Nos testes realizados em camundongos, o medicamento manteve a liberação de IGF1 ativa por mais tempo. Como resultado, os animais continuaram recuperando funções cerebrais mesmo após o período em que a melhora normalmente diminuiria.

Além disso, o medicamento utiliza uma tecnologia chamada “oligonucleotídeo antissenso” (ASO). Esse tipo de tratamento atua diretamente sobre o RNA mensageiro responsável pela produção da proteína.

Segundo os pesquisadores, terapias com ASO já começaram a ser usadas em algumas doenças neurológicas graves.

Tratamento ainda precisa de testes

Apesar dos resultados promissores, a equipe afirma que o medicamento ainda precisará passar por muitos testes antes de chegar aos pacientes.

Segundo o professor Shichita, os pesquisadores ainda precisam adaptar o tratamento para humanos. Além disso, será necessário reduzir possíveis efeitos tóxicos e aumentar a eficácia do medicamento.

Por fim, o professor afirmou que o objetivo é continuar o desenvolvimento nos próximos 10 a 20 anos para transformar a descoberta em um tratamento utilizável no futuro.

Fonte: Yahoo Japan

Foto: Reprodução

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