Mais de 60% das mulheres “não desejam ter filhos” – esse foi o resultado revelado pelo “Livro Branco sobre Tentantes 2025” (Ninkatsu Hakusho 2025), realizado pela Rohto Pharmaceutical Co., Ltd. (Ikuno-ku, Osaka). Na referida pesquisa, realizada anualmente desde 2018, o número de mulheres que não desejam ter filhos superou o de homens pela primeira vez, evidenciando que o “trabalho e carreira” estão influenciando a escolha de desejar ou não filhos, bem como a consciência e as ações voltadas para a tentativa de engravidar. A pesquisa foi realizada pela internet em dezembro de 2025, com 30.568 homens e mulheres de 18 a 49 anos de todo o país.
Ao perguntar a homens e mulheres solteiros de 18 a 29 anos sem filhos (400 pessoas) “Você gostaria de ter filhos no futuro?”, as respostas foram “Gostaria” com 37,4% e “Não gostaria” com 62,6%.
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Observando a proporção dos que responderam “Não tenho vontade de ter filhos” por gênero, pela primeira vez desde a pesquisa de 2018, as mulheres (64,7%) superaram os homens (60,7%), atingindo o maior número da história.
Além disso, como “motivos para ver com apreensão o parto e a criação dos filhos” entre homens e mulheres solteiros, “medo e insegurança em relação ao fardo econômico de ter e criar um filho” (homens 63,2%, mulheres 71,7%) e “sentir que ter um filho prejudicará a carreira” (homens 51,2%, mulheres 61,4%) foram ambos mais altos entre as mulheres.
Por outro lado, mesmo entre homens e mulheres casados de 25 a 44 anos que desejam ter filhos atualmente ou no futuro (800 pessoas), as respostas “ter um filho prejudicará a carreira profissional” (homens 52,0%, mulheres 64,1%) e “estou considerando mudar de emprego ou de setor para ter e criar um filho” (homens 53,3%, mulheres 66,8%) foram mais de 10 pontos percentuais maiores entre as mulheres.
Além disso, sobre “com quem conversar a respeito da tentativa de engravidar”, “parceiro(a)” (homens 41,7%, mulheres 38,2%) foi um número alto, enquanto “chefes e colegas de trabalho” (homens 3,8%, mulheres 4,2%) permaneceu como uma minoria, e “não conversei com ninguém” (homens 43,8%, mulheres 41,4%) foi a resposta mais comum.
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Por fim, ao perguntar a homens e mulheres de 18 a 49 anos com filhos e que tiveram experiência de tentar engravidar (500 pessoas) “Você conseguiu iniciar as tentativas na época desejada?”, cerca de uma em cada três mulheres respondeu que “foi mais tarde do que a época desejada” (34,0%), o que representou cerca de 1,8 vezes mais que os homens (19,3%).
Especialmente entre as mulheres na faixa dos 30 anos, ficou claro que mais de 40% delas atrasaram em relação ao período desejado.
Como “motivos para o atraso nas tentativas de engravidar de mulheres na primeira metade dos 30 anos”, houve muitas respostas como “havia falta de informação e insegurança sobre as tentativas de engravidar” (37,9%) e “priorizei a situação profissional e as oportunidades de avanço na carreira” (24,1%), sendo um resultado que sugere que a sobreposição do período de avanço na carreira profissional com o momento de tentar engravidar, além da falta de informação e insegurança, influenciaram fortemente no atraso do início das tentativas.
Com base em tais resultados, a empresa afirmou: “Acreditamos que, se o apoio corporativo e governamental se expandir não apenas para licença-maternidade ou paternidade e suporte para conciliar trabalho e criação de filhos, mas também para um ‘suporte antes de ter o filho’, isso poderá ser uma ajuda para que as pessoas realizem as escolhas que desejam sem ter que desistir de nada, não precisando escolher entre a carreira ou os filhos”.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

