O governo do Japão voltou a adotar, no dia 19, um subsídio emergencial com o objetivo de frear a escalada do preço dos combustíveis. A medida busca manter o valor médio da gasolina em torno de 170 ienes por litro, em um momento de forte pressão no mercado energético e aumento acelerado nos preços ao consumidor.
Para viabilizar essa estabilização, o governo passará a pagar aproximadamente 30 ienes por litro às distribuidoras, abrangendo não apenas a gasolina, mas também diesel, querosene e outros derivados do petróleo. Sem esse tipo de intervenção, estimativas indicam que o preço poderia atingir a faixa dos 200 ienes por litro, ampliando ainda mais o impacto sobre o custo de vida e a atividade econômica.
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Apesar da ação imediata do governo, o efeito prático nas bombas não será instantâneo. Isso ocorre porque muitos postos ainda operam com estoques adquiridos antes da implementação do subsídio, o que cria um intervalo natural até que os preços reajustados cheguem ao consumidor final. Especialistas apontam que esse processo pode levar entre uma e duas semanas.
Mesmo com essa defasagem, alguns estabelecimentos já começaram a ajustar os valores. Em Tóquio, por exemplo, há registros de postos que reduziram o preço da gasolina de 197 ienes para cerca de 176 ienes por litro, em uma tentativa de amenizar o impacto imediato para os clientes e manter a competitividade.
O subsídio não é uma medida inédita. O governo japonês já utilizou esse mecanismo anteriormente, acumulando um custo que soma trilhões de ienes ao longo do tempo. Agora, a nova rodada de apoio será financiada com o saldo remanescente desse fundo, o que levanta questionamentos sobre a sustentabilidade da política no médio e longo prazo, especialmente caso os preços internacionais do petróleo permaneçam elevados.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

