Assim que assumiu o cargo, a primeira-ministra Sanae Takaichi deixou claro o seu ritmo: ela disse que pretende “trabalhar, trabalhar, trabalhar” — repetindo a palavra cinco vezes no discurso.
E logo depois dessa fala, veio o pedido polêmico: o governo quer que o Ministério da Saúde e Trabalho avalie a possibilidade de flexibilizar o limite de horas extras no país.
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Hoje, existe uma lei justamente para evitar o karoshi — a morte por excesso de trabalho — limitando o máximo de horas extras mensais.
Mas a nova proposta abriria espaço para cargas de trabalho ainda maiores.
Especialistas estão preocupados, e os motivos fazem sentido:
- Os casos de depressão, burnout e doenças relacionadas ao trabalho já estão aumentando.
- O Japão segue entre os países com mais horas extras no mundo.
- Para muitas empresas, é mais barato “esticar” ao máximo os funcionários do que contratar alguém novo.
E tem outro ponto delicado:
⚠️ Se trabalhar demais voltar a ser visto como “normal”, as famílias terão ainda menos tempo.
Isso pode piorar algo que já é grave: a baixa taxa de natalidade no Japão.
Ou seja, essa discussão não é só sobre trabalho.
É sobre saúde mental, família e o futuro do país.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

