O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no dia 16 estar “muito decepcionado” com a reação de alguns países ao pedido de apoio para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
Sem citar nomes diretamente, Trump destacou que países como Japão, China e Coreia do Sul dependem fortemente das importações de petróleo que passam pela região, e afirmou que continuará pressionando por maior cooperação internacional. A declaração foi feita na Casa Branca.
Segundo ele, a resposta dos países foi desigual: alguns demonstraram interesse em colaborar, enquanto outros adotaram uma postura mais cautelosa. Trump chegou a afirmar que pretende divulgar, em breve, quais países atenderam positivamente ao pedido dos Estados Unidos.
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As ações solicitadas incluem participação em operações de escolta de navios petroleiros e envio de embarcações especializadas na remoção de minas marítimas. Trump sugeriu que os países que recusaram o apoio podem estar tentando evitar se tornarem alvos de possíveis ataques do Irã.
Apesar disso, o presidente afirmou que o risco de retaliação iraniana diminuiu significativamente após as recentes operações militares realizadas pelos Estados Unidos e Israel. Segundo ele, o Irã perdeu grande parte de sua capacidade militar, chegando a classificá-lo como um “tigre de papel”.
Trump também demonstrou insatisfação com aliados, afirmando que os Estados Unidos têm historicamente protegido esses países contra ameaças externas, mas não estariam recebendo o mesmo nível de apoio em retorno.
Sobre os resultados das operações militares, Trump declarou que mais de 100 embarcações iranianas foram destruídas, incluindo cerca de 30 navios usados para instalação de minas. Além disso, afirmou que mais de 7 mil alvos foram atingidos desde o início das operações no fim de fevereiro.
Em relação ao líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, que teria sido ferido durante os ataques, Trump mencionou que há especulações sobre sua possível morte, destacando que o fato de não ter sido visto publicamente é incomum.
Por outro lado, há sinais de possível retomada de diálogo. Segundo o site Axios, autoridades dos Estados Unidos e do Irã voltaram a se comunicar nos últimos dias. O chanceler iraniano teria enviado uma mensagem direta ao enviado especial americano para negociações de paz, Steve Witkoff. Ainda não há confirmação se isso levará à retomada formal das negociações.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

