O líder do Partido Sanseitō, Sohei Kamiya, afirmou no dia 25, em um programa da Fuji TV com a participação de líderes de sete partidos, que a eleição para a Câmara dos Deputados, oficialmente iniciada no dia 27, terá como grande tema a questão de saber se o Japão deve ou não se tornar um país de imigração.
De olho no eleitorado conservador, Kamiya tenta repetir o sucesso da última eleição para a Câmara Alta, quando o partido cresceu defendendo o lema “Japão em primeiro lugar”. Na eleição para governador da província de Fukui, realizada no mesmo dia 25, um candidato apoiado pelo Sanseitō venceu, o que reforça a percepção de que o partido pode novamente ter papel decisivo também na disputa nacional.
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Kamiya criticou o fato de, segundo ele, os principais partidos não estarem debatendo os temas centrais para a população. Ao comentar as propostas econômicas da primeira-ministra Sanae Takaichi, afirmou que “os verdadeiros pontos importantes não estão sendo discutidos”, destacando como prioridade a regulamentação do volume total de aceitação de imigrantes. Segundo ele, esse foi um tema central na última eleição para a Câmara Alta, impulsionado pelo Sanseitō, mas que agora estaria sendo deixado de lado.
O líder do partido alertou que a postura do governo e do Partido Liberal Democrata gera insegurança na população, já que não transmite a ideia de controle do fluxo migratório, mas sim de continuidade na aceitação de estrangeiros. Para Kamiya, a imigração envolve não apenas economia, mas também segurança nacional, e exige que o Estado assuma total responsabilidade pelas pessoas que aceita. “Decidir se o Japão será ou não um país de imigração é uma questão fundamental sobre o futuro da nação”, afirmou.
Outros partidos conservadores também endureceram o discurso. Yoichi Shimada, do Partido Conservador do Japão, defendeu uma revisão radical da política migratória e criticou o conceito de “multiculturalismo”, afirmando que sua aplicação forçada no Japão poderia gerar conflitos internos. Segundo ele, enquanto outros países reforçam o controle contra imigração ilegal, o Japão não pode se tornar uma exceção.
Já no campo oposto, o vice-líder do Partido Social-Democrata, Lasalle Ishii, defendeu a criação de leis amplas contra discriminação e a construção de uma sociedade de convivência baseada na diversidade, mostrando o contraste de visões que deve marcar a eleição.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

