Às vésperas da eleição para a Câmara dos Deputados, marcada para o dia 8, passaram a circular nas redes sociais publicações afirmando que “após a eleição o imposto sobre consumo subiria para 12%” ou que “haveria aumento de impostos em dois anos”. As mensagens não têm base factual, mas se espalharam rapidamente, levando líderes do governo a tentar conter o impacto.
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A origem da controvérsia parece estar em uma declaração feita no dia 1º, durante um debate entre candidatos transmitido pelo programa online ReHacQ. Um candidato novato do Partido Liberal Democrata (PLD), concorrendo em um distrito uninominal de Tóquio, foi questionado por um candidato do Partido Democrático Popular se havia discussões internas sobre elevar o imposto para 12%. Ele respondeu que “não é que não exista esse tipo de conversa”, o que gerou interpretações de que o aumento já estaria decidido.
Após a fala, cresceu rapidamente o número de postagens tratando o aumento do imposto como uma política já definida. O próprio candidato do PLD usou a rede X (antigo Twitter) para esclarecer que “não existe qualquer discussão concreta sobre elevar o imposto para 12%” e reconheceu que sua resposta foi inadequada e gerou confusão. Mesmo assim, a disseminação das mensagens continuou.
A secretária-geral do PLD, Haruko Arimura, também negou publicamente a informação, afirmando que o partido não estuda elevar o imposto para 12% nem incluiu isso em seu programa eleitoral. Já o co-líder do Partido da Restauração do Japão, Fumitake Fujita, afirmou que o tema nunca foi mencionado em conversas com a primeira-ministra Sanae Takaichi e que, caso fosse, ele se oporia.
Segundo uma ferramenta de análise de redes sociais, o número de postagens no X contendo o termo “imposto sobre consumo” triplicou entre os dias 1º e 2, logo após a veiculação do debate. No dia 2, a expressão “imposto sobre consumo 12%” chegou a figurar entre os assuntos mais comentados.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

