No dia 26, durante sessão plenária da Câmara Alta do Parlamento japonês, o líder do partido Sanseitō, Sohei Kamiya, questionou o governo sobre a política de aceitação de trabalhadores estrangeiros.
Kamiya argumentou que o CEO da gestora de investimentos BlackRock, Larry Fink, afirmou no Fórum Econômico Mundial que países com queda populacional e resistência à imigração poderiam se tornar vencedores econômicos se apostassem fortemente em inteligência artificial e robótica para elevar a produtividade e o padrão de vida.
Segundo o parlamentar, recorrer à imigração como solução para a escassez de mão de obra pode aliviar a falta de trabalhadores no curto prazo, mas poderia trazer consequências no longo prazo em áreas como segurança pública, sustentabilidade fiscal e inovação tecnológica. Ele afirmou ainda que vários países que adotaram políticas amplas de imigração estariam revendo suas estratégias.
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Diante disso, Kamiya perguntou por que o Japão estaria avançando na ampliação da entrada de trabalhadores estrangeiros e aumentando a dependência de mão de obra externa, em vez de apostar mais fortemente em tecnologia, como sugerido por Larry Fink.
Em resposta, a primeira-ministra Sanae Takaichi afirmou que, diante da redução da população e da escassez de trabalhadores, é inevitável considerar estrangeiros como parte da força de trabalho em determinados setores da economia.
Ao mesmo tempo, destacou que o governo ainda está avaliando a forma ideal de aceitação de trabalhadores estrangeiros no futuro. Segundo ela, esse debate deverá levar em conta também a necessidade de aumentar a produtividade, incluindo o uso mais amplo de inteligência artificial e tecnologias robóticas.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

