Kyoto avalia até proibir totalmente o funcionamento de hospedagens tipo Airbnb diante do turismo excessivo
A cidade de Kyoto, conhecida por adotar uma das regulamentações mais rígidas do Japão para hospedagens do tipo minpaku, começou a estudar novas medidas ainda mais severas devido ao agravamento do overtourism, o chamado “turismo excessivo”.
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Atualmente, Kyoto já impõe restrições significativas, como permitir a operação de minpaku em áreas residenciais apenas por cerca de dois meses ao ano, além da exigência de que um responsável esteja sempre a até 10 minutos de distância para atendimento imediato.
Essas regras foram implementadas após a entrada em vigor da lei nacional de hospedagens privadas em 2018, quando o governo central passou a permitir esse tipo de atividade em áreas residenciais. Kyoto, porém, decidiu aplicar regulamentações adicionais por meio de legislação municipal.
Agora, a cidade considera avançar ainda mais, incluindo a criação de áreas onde a operação seria, na prática, proibida. A meta é revisar a legislação até o ano fiscal de 2026.
Entre as propostas discutidas estão a ampliação das áreas com limitação de dias de operação, a redução ainda maior desses períodos e até a proibição total de minpaku sem presença do proprietário em toda a cidade.
O aumento das reclamações por parte dos moradores é o principal fator por trás dessas medidas. Até o fim de 2025, havia mais de mil propriedades registradas como minpaku em Kyoto, mais que o dobro em relação a 2018. Com a retomada do turismo após a pandemia, também cresceram os problemas relacionados a barulho e descarte inadequado de lixo.
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Entre abril e dezembro de 2025, a prefeitura recebeu 264 denúncias ligadas a esse tipo de hospedagem.
O prefeito Koji Matsui afirmou que há uma preocupação crescente de que as comunidades locais estejam se desintegrando. Segundo ele, mesmo com o reforço na fiscalização, a situação não está sendo controlada, o que exige medidas mais drásticas.
Uma das possibilidades levantadas é a chamada “regra de 0 dias”, que na prática proibiria totalmente a atividade em determinadas áreas. A prefeitura também avalia que restringir apenas o minpaku pode não ser suficiente, já que empreendimentos classificados como “pousadas simplificadas” podem ocupar esse espaço.
Por isso, o objetivo é criar uma regulação integrada que também atinja esse tipo de hospedagem. Uma das alternativas estudadas é alterar o zoneamento urbano, transformando determinadas áreas em zonas exclusivamente residenciais, onde tanto minpaku quanto pousadas não poderiam operar.
Apesar do endurecimento das regras, o prefeito ressaltou que não se trata de eliminar completamente esse tipo de atividade, mas de garantir que ela seja aceita pelas comunidades locais e não comprometa a qualidade de vida dos moradores.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução
