O ex-governador de Osaka, Toru Hashimoto, comentou sobre a possibilidade de a primeira-ministra Sanae Takaichi dissolver a Câmara dos Deputados logo no início da nova sessão do Parlamento.
Segundo Hashimoto, caso a dissolução aconteça, a eleição não será motivada por impasse político ou conflito entre governo e Congresso — como normalmente ocorre —, mas sim para fortalecer o poder da própria primeira-ministra.
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Ele afirmou que se trata de uma eleição feita “para Takaichi”, aproveitando o momento de alta aprovação popular do governo. A estratégia seria buscar apoio direto da população para ganhar força política e acelerar a implementação de suas políticas.
Hashimoto explicou que, para políticos, disputar eleições é uma forma legítima de obter respaldo popular. Por isso, o ponto central não é se existe ou não uma “grande justificativa”, mas sim se os eleitores concordam em dar mais poder ao governo.
O ex-governador também destacou a diferença entre o apoio pessoal à primeira-ministra e o apoio ao partido. Apesar da popularidade de Takaichi, o Partido Liberal Democrata não apresenta crescimento equivalente nas pesquisas, o que levanta dúvidas sobre o resultado eleitoral.
Mesmo assim, Hashimoto acredita que, durante uma campanha, líderes fortes tendem a atrair votos de indecisos, especialmente diante de uma oposição que também não cresce nas pesquisas.
Ele afirmou ainda que essa possível eleição representaria uma encruzilhada política para o Japão:
votar no governo significaria permitir uma condução política mais firme, com avanços rápidos em temas como economia, segurança e diplomacia;
votar na oposição representaria um papel de “freio”, buscando conter decisões consideradas rápidas demais.
Segundo Hashimoto, desta vez, o rumo do país dependerá diretamente da escolha dos eleitores — entre seguir com o governo em “aceleração total” ou impor limites por meio do equilíbrio político.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

