A recente escalada militar envolvendo ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã provocou forte alta no preço do petróleo, aumentando preocupações sobre possíveis impactos na economia mundial. Para o Japão, que importa mais de 90% do petróleo do Oriente Médio, o aumento dos preços pode afetar diretamente o custo de vida e a inflação doméstica.
Um dos pontos centrais dessa crise é o Estreito de Hormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Irã e Omã. Aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo passa por essa rota estratégica.
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Segundo a agência iraniana Tasnim, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou no dia 28 de fevereiro restrições à navegação na região. O jornal norte-americano Wall Street Journal informou que tripulações de navios na área chegaram a receber mensagens de rádio alertando sobre a proibição de entrada no estreito.
Caso o Estreito de Hormuz seja efetivamente bloqueado, a circulação de navios petroleiros pode ser interrompida, reduzindo o fornecimento global de petróleo e pressionando os preços para cima.
Empresas japonesas também já começaram a reagir ao risco. As três maiores companhias de navegação do país — Nippon Yusen (NYK Line), Mitsui O.S.K. Lines e Kawasaki Kisen — suspenderam temporariamente a passagem de navios pela região.
De acordo com estimativas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), se o tráfego marítimo no estreito for significativamente prejudicado, o preço do barril pode ultrapassar 90 dólares. Caso o conflito se intensifique ainda mais, os valores poderiam superar 130 dólares por barril.
Para o Japão, o impacto potencial é significativo. Dados da Agência de Recursos Naturais e Energia do Ministério da Economia indicam que cerca de 95,9% do petróleo consumido no país vem do Oriente Médio. Embora o Japão possua reservas estratégicas de petróleo, um bloqueio prolongado do Estreito de Hormuz aumentaria o risco de escassez.
Mesmo que o fornecimento direto não seja interrompido, a alta no preço internacional do petróleo tende a elevar os custos domésticos, incluindo combustíveis como a gasolina, pressionando ainda mais o custo de vida no país.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

