O presidente da Federação do Petróleo do Japão, Shunichi Kito, afirmou no dia 23 que o país poderá precisar realizar uma segunda liberação de suas reservas estratégicas de petróleo caso o conflito envolvendo o Irã se estenda por mais tempo.
Durante uma coletiva de imprensa em Tóquio, Kito destacou a importância de se antecipar a um cenário prolongado de guerra e afirmou que “uma nova liberação de reservas também pode se tornar necessária”. Segundo ele, embora a decisão final caiba ao governo, a tendência seria considerar um volume semelhante ao da primeira liberação. Até o momento, a entidade ainda não apresentou um pedido formal.
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O conflito já entrou em sua quarta semana e não há sinais claros de resolução. Para conter a instabilidade no mercado, países membros da Agência Internacional de Energia (IEA) decidiram realizar uma liberação coordenada de 400 milhões de barris — a maior da história. Ainda assim, a medida é vista como paliativa.
A própria IEA também recomendou ações para reduzir o consumo de petróleo, como incentivo ao trabalho remoto e restrições a viagens aéreas.
De acordo com a Agência de Recursos Naturais e Energia, o Japão possuía reservas equivalentes a 241 dias de consumo em 20 de março. Já a primeira-ministra Sanae Takaichi havia mencionado anteriormente um nível de 254 dias.
Autoridades do Ministério da Economia, Comércio e Indústria também solicitaram que refinarias e importadoras garantam o fornecimento estável de combustível, independentemente de vínculos comerciais.
Kito afirmou que, até o momento, não há escassez de derivados como gasolina ou combustível de aviação. No entanto, alertou que, caso o conflito se prolongue, problemas de abastecimento serão inevitáveis em algum momento.
Para evitar esse cenário, o setor afirma estar trabalhando no limite para manter a estabilidade do fornecimento.
Antes mesmo da decisão da IEA, o Japão já havia anunciado a liberação de cerca de 80 milhões de barris, equivalente a aproximadamente 45 dias de consumo doméstico. Parte desse volume vem das reservas privadas, cuja obrigação foi reduzida de 70 para 55 dias. A liberação das reservas nacionais está prevista para começar no final de março.
Segundo Kito, os detalhes da primeira rodada de liberação — incluindo tipos de petróleo e volumes desejados pelas empresas — já foram praticamente definidos junto ao governo.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

