O salário médio dos funcionários de empresas japonesas listadas na Bolsa chegou a ¥7.787.744 por ano no último ano fiscal, o equivalente a cerca de ¥649 mil por mês, segundo levantamento divulgado pela Tokyo Shoko Research. É o quinto ano consecutivo de alta na remuneração média dessas companhias.
O estudo também mostra que quase oito em cada dez empresas aumentaram os salários em relação ao ano anterior.
De acordo com a pesquisa, o salário médio anual nas empresas de capital aberto foi de ¥7.787.744, superando novamente o resultado do ano anterior.
Entre as empresas analisadas, 2.401 registraram aumento na remuneração média de seus funcionários, o equivalente a aproximadamente 80% do total pesquisado.
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Foi o segundo ano consecutivo em que a maioria das empresas elevou os salários.
A maior remuneração média foi registrada pela incorporadora imobiliária Hulic, cujos funcionários receberam, em média, ¥22,95 milhões por ano.
É o segundo ano consecutivo em que a empresa supera a marca de ¥20 milhões de remuneração média anual.
Entre as 30 empresas com maiores salários médios, destacam-se: 6 empresas do setor imobiliário; 6 tradings; 4 farmacêuticas; 3 empresas de transporte marítimo.
Esses setores continuam concentrando algumas das remunerações mais elevadas do mercado japonês.
O número de empresas com salário médio anual superior a ¥10 milhões também aumentou.
Segundo o levantamento, 139 empresas ultrapassaram esse patamar, 32 a mais do que no ano anterior.
O resultado acompanha a tendência recente de reajustes salariais em grandes companhias japonesas, impulsionada pela escassez de mão de obra e pela inflação.
Apesar da alta, a pesquisa considera apenas empresas listadas na Bolsa de Valores, que costumam ser grandes corporações e oferecem salários superiores à média nacional.
Por isso, os números não representam a remuneração média de todos os trabalhadores japoneses.
Em termos simples
Nos últimos anos, muitas grandes empresas japonesas vêm aumentando os salários para atrair e manter funcionários, principalmente diante da falta de mão de obra e do aumento do custo de vida.
No entanto, esses valores refletem apenas a realidade das empresas de capital aberto. Pequenas e médias empresas, que empregam grande parte da população japonesa, normalmente pagam salários inferiores. Ainda assim, a pesquisa mostra que o movimento de reajustes continua se fortalecendo entre as maiores companhias do país.
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