Ursos podem aumentar o risco de infecção por carrapatos no Japão

Especialistas alertam que o aumento da presença de ursos e outros animais silvestres pode ampliar o risco de infecção por carrapatos no Japão.
Manchete informativa: ursos podem aumentar o risco de infecção por carrapatos no Japão, com fundo de montanhas, floresta e cidade ao redor.

Especialistas alertam que o aumento da presença de ursos e outros animais silvestres próximos às áreas urbanas pode estar contribuindo para a disseminação da Síndrome da Febre Severa com Trombocitopenia (SFTS), uma infecção transmitida por carrapatos que apresenta uma taxa de mortalidade de cerca de 27%.

Como mostramos anteriormente, o número de avistamentos de ursos no Japão tem aumentado nos últimos anos. Agora, especialistas apontam que esses animais podem estar transportando carrapatos infectados para regiões cada vez mais próximas das áreas habitadas.

A SFTS foi identificada pela primeira vez no Japão em 2013 e, desde então, o número de casos registrados cresce praticamente todos os anos. Em 2026, até o dia 21 de junho, já haviam sido confirmados 83 casos, ritmo superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o país atingiu o maior número de infecções da série histórica.

A doença é causada por um vírus transmitido pela picada de carrapatos infectados. Após um período de incubação de aproximadamente seis dias a duas semanas, os pacientes podem apresentar febre, cansaço intenso, náuseas, vômitos e dores abdominais.

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Segundo o Instituto Nacional de Gestão de Crises em Saúde, cerca de 27% das pessoas infectadas morrem em decorrência da doença. O risco é maior entre idosos, que tendem a apresentar maior dificuldade para enfrentar os efeitos da infecção.

O doutor em Agronomia, Kouichi Goka, explica que os carrapatos normalmente vivem em áreas de mata, onde se alimentam do sangue de animais silvestres. No entanto, com o aumento da circulação de espécies como ursos, cervos e javalis próximos às cidades, esses parasitas podem estar sendo transportados para locais frequentados pela população.

Além desses animais, espécies invasoras como o guaxinim, o hakubishin e o esquilo-de-formosa, que vêm sendo observadas com mais frequência em áreas urbanas, também podem contribuir para ampliar a presença de carrapatos infectados.

Diante desse cenário, especialistas acreditam que o número de casos poderá continuar aumentando nos próximos anos caso a presença de animais silvestres nas áreas habitadas continue crescendo.

Como medida de prevenção, Goka recomenda evitar picadas de carrapatos durante atividades em áreas de mata ou vegetação e aplicando repelentes adequados, especialmente nos meses mais quentes, quando a exposição da pele costuma ser maior. Além disso, caso encontre um carrapato preso à pele ou apresente sintomas após uma picada, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes.

Fonte: Yahoo Japan

Foto: Reprodução

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