A nova regra para ultrapassar bicicletas, em vigor no Japão desde abril, tem gerado dúvidas entre motoristas, principalmente em ruas estreitas. Embora a medida tenha sido criada para aumentar a segurança dos ciclistas, ela pode fazer com que condutores cometam outra infração de trânsito ao tentar cumprir a distância mínima exigida durante a ultrapassagem.
Pela nova norma, ao ultrapassar uma bicicleta em movimento, os motoristas devem manter uma distância lateral de aproximadamente 1 metro. Caso isso não seja possível, é obrigatório reduzir a velocidade para cerca de 20 km/h a 30 km/h. O descumprimento dessas exigências pode resultar em multa de até 50 mil ienes.
No entanto, em muitas vias urbanas, especialmente as mais estreitas, manter essa distância significa cruzar a linha central amarela, que proíbe esse tipo de manobra. Durante uma reportagem realizada em uma avenida de Tóquio, foram registrados oito veículos que cruzaram a linha amarela em apenas 30 minutos para ultrapassar bicicletas.
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Motoristas entrevistados afirmaram que a situação é difícil de resolver. Alguns relataram que muitos ciclistas circulam próximos ao centro da pista, o que torna praticamente impossível manter 1 metro de distância sem invadir a faixa contrária. Outros disseram que, em ruas estreitas e com subidas, esperar uma oportunidade segura para ultrapassar pode provocar congestionamentos.
Já entre os ciclistas, a avaliação é diferente. Alguns reconheceram que veículos passando muito próximos causam sensação de perigo e afirmaram que a nova regra contribui para aumentar a segurança, mesmo que possa causar alguns transtornos no trânsito.
Durante a própria reportagem, a equipe encontrou uma bicicleta em uma via estreita e constatou a dificuldade de cumprir a nova norma. Para manter a distância recomendada, o veículo precisaria cruzar a linha central.
Diante da situação, o Departamento de Polícia Metropolitana de Tóquio informou que está realizando uma inspeção nas vias para verificar se a sinalização horizontal é compatível com as condições de cada estrada. Entre as alternativas em estudo está a substituição de algumas linhas centrais amarelas por linhas brancas em locais onde a largura da pista e o volume de tráfego permitam essa mudança, facilitando ultrapassagens mais seguras sem criar conflitos entre as regras de trânsito.
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