Após o terremoto que atingiu a província de Yamanashi na noite de sexta-feira (26), especialistas descartaram uma relação entre o tremor e a atividade do Monte Fuji. O abalo sísmico, de intensidade máxima 6 fraca na escala japonesa, deixou pelo menos 19 feridos em Yamanashi, Tóquio e regiões vizinhas, além de provocar diversos danos materiais.
Imagens registraram o forte tremor fazendo edifícios balançarem intensamente e partes de fachadas se desprenderem. Em um posto de combustíveis, um grande letreiro caiu sobre o estacionamento, espalhando destroços pelo local.
Os prejuízos também foram registrados em estabelecimentos comerciais. Em um restaurante, garrafas e outros objetos armazenados em prateleiras despencaram durante o tremor. Segundo os proprietários, o local estava cheio de turistas estrangeiros, que ficaram bastante assustados. Apesar do susto, ninguém ficou ferido, mas a limpeza levou mais de quatro horas.
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Em algumas residências, houve interrupção no abastecimento de água, dificultando até o uso dos banheiros.
Na cidade de Oyama, na província de Shizuoka, um deslizamento de terra que pode ter sido provocado pelo terremoto também foi registrado. A área recebeu cobertura provisória com lonas, mas as chuvas continuam provocando o escoamento de parte do solo.
Após o tremor, surgiu a preocupação sobre uma possível relação entre o terremoto e uma eventual atividade do Monte Fuji.
Segundo o professor emérito de Vulcanologia da Universidade de Tóquio, Ryou Honda, não há indícios de que o terremoto tenha sido provocado por atividade vulcânica. Ele explica que o epicentro ocorreu a mais de 30 quilômetros da região onde o magma do Monte Fuji está armazenado, tornando muito baixa a possibilidade de qualquer influência sobre a atividade do vulcão.
Ainda assim, Honda ressalta que não é possível afirmar isso com 100% de certeza e recomenda que a população continue acompanhando as informações e permaneça atenta a novos tremores.
Foto: Reprodução

