O governo japonês reforçou o alerta contra a venda ilegal de canetas emagrecedoras pelas redes sociais e entre pessoas físicas. Segundo as autoridades, a prática é proibida e pode colocar a saúde dos consumidores em risco.
Durante entrevista coletiva realizada na quinta-feira (5), o ministro da Saúde, Kenichiro Ueno, afirmou que a comercialização desses medicamentos sem autorização é ilegal e que o governo continuará adotando medidas rigorosas contra quem descumprir a legislação.
O alerta ocorre após três pessoas das províncias de Osaka e Nara serem encaminhadas à promotoria sob suspeita de vender medicamentos sem autorização, em violação à Lei de Produtos Farmacêuticos e Dispositivos Médicos do Japão.
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Entre os produtos envolvidos está o Mounjaro (tirzepatida), medicamento desenvolvido pela farmacêutica americana Eli Lilly e aprovado para o tratamento do diabetes tipo 2. Nos últimos anos, o produto passou a ser divulgado nas redes sociais como uma alternativa para perda de peso, muitas vezes sem acompanhamento médico.
Segundo o ministro, o uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pode provocar efeitos colaterais inesperados. Por isso, o governo pretende reforçar as campanhas de conscientização, inclusive por meio das redes sociais.
As autoridades também alertam que a compra de medicamentos por canais não autorizados pode representar riscos à saúde, já que não há garantia sobre a procedência, as condições de armazenamento ou a autenticidade dos produtos comercializados.
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