Na eleição da Câmara realizada em 8 de fevereiro, enquanto o Partido Liberal Democrata garantiu ampla maioria, um outro movimento chamou atenção: o partido Sanseitō saltou de 2 para 15 cadeiras. Um crescimento expressivo que colocou a legenda no centro do debate político.
Em entrevista à televisão, o líder do partido, Kamiya Sōhei, explicou as propostas da sigla para a política de estrangeiros no Japão.
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Entre as principais ideias defendidas estão:
– Limitar a proporção de estrangeiros a até 5% da população em cada município;
– Criar regras mais rígidas para compra de imóveis por estrangeiros;
– Restringir o acesso ao sistema público de saúde;
– Permitir a entrada de trabalhadores estrangeiros apenas por tempo determinado.
Sobre permanência, Kamiya foi direto: segundo ele, o Japão poderia receber estrangeiros jovens para trabalhar, consumir e pagar impostos. Porém, ao envelhecerem, deveriam retornar ao país de origem, evitando que o Estado arque com custos sociais de longo prazo.
Ele argumenta que aceitar trabalhadores de baixa renda sem planejamento pode gerar impacto econômico negativo no futuro. Por isso, defende metas claras e controle do número total de estrangeiros.
Durante o debate, surgiram questionamentos importantes:
O Japão consegue manter sua economia sem trabalhadores estrangeiros?
Se o país continuar economicamente estagnado, profissionais qualificados ainda vão querer vir para cá?
Kamiya respondeu que o maior problema é a estagnação econômica dos últimos 30 anos. Para ele, o Japão precisa crescer, reduzir impostos e fortalecer sua economia para voltar a ser atrativo.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

