Governo aprova maior reajuste em 30 anos na remuneração da saúde

Na prática, as consultas terão um pequeno reajuste. O valor da primeira consulta deve subir cerca de 190 ienes e o retorno, 70 ienes. Para quem paga 30% do atendimento, isso significa um aumento médio de aproximadamente 57 ienes na primeira consulta e 21 ienes na seguinte.

O Conselho Central de Seguros de Saúde, órgão consultivo do Ministério da Saúde do Japão, aprovou no dia 13 a revisão das tabelas de remuneração médica para o ano fiscal de 2026. Diante da alta da inflação e da necessidade de reajuste salarial para profissionais da saúde, serão aumentadas tanto a taxa de primeira consulta quanto a de retorno, além dos valores pagos por internação. Também será criada uma nova “taxa de compensação inflacionária”.


Para pacientes atendidos em instituições que estejam promovendo aumentos salariais de forma contínua, a taxa de primeira consulta passará de 2.970 ienes para 3.160 ienes, um aumento de 190 ienes. A taxa de retorno sobe de 770 para 840 ienes, alta de 70 ienes. Para quem paga 30% do valor, o impacto será de 57 ienes a mais na primeira consulta e 21 ienes na consulta de retorno.


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A remuneração médica é revisada, em regra, a cada dois anos. Com cerca de 70% dos hospitais operando no vermelho, o foco desta revisão foi aliviar a pressão causada pela alta de custos e salários. O governo já havia decidido, no fim do ano passado, elevar em 3,09% a parte principal da remuneração médica — referente a honorários e pessoal — o maior reajuste em 30 anos.


A chamada “taxa de avaliação para aumento salarial” prevê acréscimo de 110 ienes na primeira consulta e 20 ienes no retorno para instituições que ainda iniciarão o reajuste. Para aquelas que já implementaram aumentos, o acréscimo será maior: 170 ienes na primeira consulta e 40 ienes no retorno. Nas internações, o teto de reajuste sobe até 850 ienes, e o benefício passa a incluir também funcionários administrativos, não apenas profissionais de saúde. Haverá flexibilidade para destinar recursos ao adicional de plantões noturnos. A partir de 2027, essa taxa poderá ser duplicada para instituições que mantiverem o compromisso com reajustes salariais.


As diárias de internação também serão revistas, com aumento entre 710 e 3.240 ienes por dia, dependendo do tipo de enfermaria e do tempo de permanência. O Ministério da Saúde projeta, com essas medidas, um aumento salarial médio anual de 3,2%. Para auxiliares de enfermagem e funcionários administrativos, a alta poderá chegar a 5,7%.


Para enfrentar a inflação, será criada a “taxa de compensação inflacionária”. Em atendimentos ambulatoriais e domiciliares, haverá acréscimo de 20 ienes por consulta. Nas internações, o aumento variará entre 130 e 840 ienes por dia. Está prevista a duplicação dessa taxa em 2027, caso a inflação persista, com possibilidade de ajuste conforme o cenário econômico.


Além disso, os pacientes pagarão mais pela alimentação hospitalar — aumento de 40 ienes por refeição — e pelas despesas de água e energia, com acréscimo de 60 ienes por dia. Para pacientes de renda média, o custo por refeição será de 550 ienes e o de utilidades chegará a 430 ienes por dia.


Para fortalecer a base financeira de hospitais de atendimento agudo considerados essenciais nas regiões, será criada uma nova categoria de diária hospitalar. Instituições com mais de 2.000 atendimentos de emergência por ano e mais de 1.200 cirurgias anuais sob anestesia geral poderão receber adicional de 19.300 ienes por paciente ao dia. A nova tabela entrará em vigor em junho.


Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

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