Proibição chinesa pode gerar escassez de remédios essenciais no Japão

Documentos oficiais mencionam o controle sobre “produtos metabólicos básicos na área biomédica e suas tecnologias de fabricação”.

Em meio à piora das relações entre Japão e China, o governo chinês anunciou em 6 de janeiro de 2026 a proibição da exportação para o Japão de itens chamados de “uso dual” (civil e militar). O médico Kimura Satoshi alerta que o impacto mais grave não está nos chamados “terras raras”, mas sim na área da saúde, especialmente na produção de antibióticos, da qual o Japão depende quase totalmente da China.


Segundo o médico, há um risco real de que declarações políticas recentes sobre um possível conflito em Taiwan gerem consequências diretas na vida da população japonesa. A medida chinesa foi apresentada como um endurecimento do controle de exportações, mas, na prática, equivale a um embargo a determinados produtos direcionado a países considerados prejudiciais à segurança e aos interesses nacionais da China.


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A novidade dessa política é que o controle deixou de ser apenas por tipo de produto e passou a ser feito também por país de destino, elevando o nível máximo de exigência para autorizações de exportação a nações vistas como problemáticas por Pequim. O governo japonês protestou imediatamente, mas a situação é considerada extremamente séria.


Nas redes sociais, muitos comentam o tema focando apenas nas terras raras e até veem a medida como uma oportunidade para reduzir a dependência da China. No entanto, do ponto de vista médico, o problema é muito mais profundo. Entre os itens que podem ser afetados estão os chamados intermediários de fermentação, componentes essenciais para a fabricação de antibióticos.


Embora a China não tenha divulgado uma lista detalhada dos produtos afetados, documentos oficiais mencionam o controle sobre “produtos metabólicos básicos na área biomédica e suas tecnologias de fabricação”. Isso abre espaço para que matérias-primas usadas na produção de antibióticos sejam incluídas nas restrições, dependendo da interpretação das autoridades chinesas.


Antibióticos são indispensáveis no tratamento de infecções e em cirurgias. O ponto crítico é que os intermediários usados na sua produção estão hoje em situação de dependência quase total da China. Um exemplo concreto desse risco ocorreu em 2019, no chamado “choque da cefazolina”, quando a paralisação de uma única fábrica chinesa interrompeu completamente o fornecimento do antibiótico ao Japão, já que não havia fornecedores alternativos. Na época, cerca de 60% do suprimento nacional foi perdido de uma só vez.


Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

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