O governo estuda a introdução de tarifas diferenciadas para estrangeiros em museus e instituições culturais nacionais. A ideia é permitir que museus e galerias administrados pelo Estado cobrem valores mais altos de turistas estrangeiros, como forma de reforçar a arrecadação e lidar com o aumento do fluxo de visitantes internacionais.
Entre as simulações discutidas, há casos em que o ingresso para estrangeiros seria quase três vezes maior que o cobrado de visitantes em geral. A proposta surge em meio a dificuldades financeiras enfrentadas por instituições culturais e ao crescimento do turismo estrangeiro.
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Por outro lado, a medida levanta preocupações quanto à viabilidade prática. Não há um método claro para identificar estrangeiros no atendimento ao público, já que aparência ou idioma não permitem determinar nacionalidade. Exigir documentos como passaporte poderia gerar longas filas e sobrecarregar os funcionários, além de levantar questionamentos sobre discriminação.
Especialistas e gestores apontam que a discussão carece de foco na operação real dos museus. Como alternativa, defendem a adoção de um sistema de desconto para residentes, no qual o valor cheio seria aplicado a todos, com redução apenas para quem apresentar documento de residência no Japão. O modelo reduziria riscos de discriminação e tornaria o controle mais simples no atendimento.
Críticos afirmam que insistir no rótulo de “tarifa para estrangeiros” sem considerar a execução prática pode causar confusão, desgaste nas instituições e reações negativas tanto dentro quanto fora do país.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

