Com o aumento da tensão entre Japão e China, o governo japonês decidiu adiantar o plano de elevar os gastos militares para 2% do PIB, o maior patamar do pós-guerra.
Mas essa decisão não vem sem críticas.
O historiador Ian Buruma, especialista em relações Japão–China, afirma que o Japão não pode fortalecer sua defesa sem antes encarar de frente seu passado na Segunda Guerra Mundial.
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Desde que assumiu o cargo em 2025, a primeira-ministra Sanae Takaichi adotou um tom mais duro. Em novembro, ela declarou que um conflito envolvendo Taiwan poderia ser uma “ameaça à existência do Japão”, abrindo espaço para o uso da autodefesa coletiva.
A fala gerou reação imediata da China, que acusou o Japão de provocação, recomendou que seus cidadãos evitem viajar ao país e suspendeu importações e eventos culturais. As relações bilaterais chegaram ao pior nível em anos.
Críticos lembram que o Artigo 9 da Constituição japonesa renuncia ao uso da força e que declarações desse tipo sempre foram evitadas por primeiros-ministros anteriores.
Para Buruma, o problema não é só segurança — é história, memória e confiança internacional.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

