Dentro do Partido Liberal Democrata, o clima é de silêncio. Com a popularidade da primeira-ministra Sanae Takaichiem alta e o fim das antigas facções internas, poucos parlamentares se sentem à vontade para fazer críticas públicas ao governo.
Hoje, quem ainda fala abertamente é praticamente uma exceção: o ex-primeiro-ministro Shigeru Ishiba. Ele tem questionado declarações do governo sobre Taiwan, mudanças no número de cadeiras no Parlamento e até a distribuição de benefícios, defendendo que críticas internas são essenciais para o bem do país — e não um ataque ao governo.
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Já outros nomes influentes adotaram o silêncio. O ex-primeiro-ministro Fumio Kishida, por exemplo, evita críticas públicas, mesmo reconhecendo nos bastidores que algumas decisões já trouxeram consequências, como o aumento da tensão com a China.
Entre deputados mais jovens e politicamente frágeis, o medo é ainda maior. Muitos acreditam que discordar da liderança pode significar perder apoio, espaço político e até ajuda em futuras eleições. Apoiar virou regra; questionar, um risco.
Nos bastidores, porém, há quem admita: esse silêncio não é definitivo. Se a popularidade do governo cair e os debates no Parlamento se intensificarem no próximo ano, o clima dentro do partido pode mudar rapidamente.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

