Um homem de nacionalidade paquistanesa, Mustafa Khalil, de 62 anos, que estava detido no Centro de Imigração do Leste do Japão, em Ushiku, na província de Ibaraki, teria sido deportado à força no dia 17, segundo fontes ouvidas. Khalil permaneceu detido por um total de cerca de 12 anos e meio em centros de imigração, sem ter seu pedido de refúgio aceito, e apresentava agravamento do estado de saúde. No dia anterior à deportação, entidades de apoio haviam entregue à Agência de Serviços de Imigração e Residência uma petição com assinaturas pedindo a suspensão da medida.
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Na manhã do dia 17, apoiadores tentaram visitá-lo no centro de Ushiku, mas foram informados por funcionários de que ele “já não estava mais ali”. Tanto o centro de imigração quanto a agência central afirmaram que não comentariam o caso por se tratar de assunto individual.
Segundo o advogado de Khalil, Tomoe Komai, existe um acordo entre a Agência de Imigração e a Federação Japonesa de Associações de Advogados segundo o qual, em caso de deportação forçada, o advogado deve ser notificado com dois meses de antecedência, garantindo o direito de recorrer judicialmente. No entanto, no caso de Khalil, a notificação teria sido feita apenas no dia 10 para uma deportação no dia 17.
O advogado afirmou que se trata de uma clara violação do acordo e alertou para os riscos à vida e à integridade física do estrangeiro, defendendo que deportações devem seguir estritamente as regras, especialmente quando há sérias preocupações de saúde.
Fonte: Yahoo Japan
Foto: Reprodução

